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Secas

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Uma das coisas que mais prezo é a confiança depositada em mim e, aquela que deposito gradualmente nas pessoas. Confiar é um ato de entrega, pois nesse ato armas são abaixadas, cercas são derrubadas e pontes são construídas. Quando a confiança se enraíza, as defesas tornam-se quase inexistentes e os caminhos que levam até a outra pessoa tornam-se sólidos e planos. É bom ter em quem confiar. É necessário ter uma ponto de apoio, perto ou distante, que ouve, compreende, participa, se solidariza. Confiança é uma troca de verdades e não pode haver outro elemento que não seja a verdade de um encontrando-se com a verdade de outro. A família se sustenta nela, os casais encontram nela o motivo para seguir juntos, as amizades construídas ao longo do tempo se aprimoram nela também. São os altos e baixos da vida que vão colocando à prova os envolvidos e vão revelando o quão verdadeiro é o compromisso que entre si fazem aqueles que se dispõem a confiar. Uma plantinha cresce quando é ...

Na outra margem

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Rio São Francisco, divisa dos Estados de Alagoas e Sergipe.

Vocês que estão cansados...

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"Venham para mim todos vocês que estão cansados de carregar o peso do seu fardo, e eu lhes darei descanso. Carreguem a minha carga e aprendam de mim, por que sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para suas vidas. Porque a minha carga é suave e o meu fardo é leve."  (Mt 11, 28-30)

Um barco esquecido

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Hoje cheguei ao Mirante.  Revisei algumas fotos, comentários e textos.  Constatei que havia me esquecido de algo... Havia me esquecido de tirar um tempo para cruzar a porta entreaberta  e olhar com a alma aquilo que é próprio da vida. A foto foi feita em Santa Cruz Cabrália-BA... já faz algum tempo.

Olhares

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Cada olhar reflete uma pessoa.  À medida que ampliamos o nosso modo de ver, ampliamos também o nosso modo de ser.  Essa foto é uma homenagem às minhas companheiras de trabalho, de vida e de visão.

Fases

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Desde que cheguei aos quarenta, estou tentando entender essa nova fase da vida. Até agora, só consigo chegar a uma aproximação muito indevida, a de que os quarenta são como uma segunda adolescência. Achamos que estamos maduros, mas, na verdade, não. Queremos manter a juventude, mas ela ficou para trás. Queremos planejar o futuro, mas ainda não o conhecemos e nem sabemos quando ele vai se tornar presente. Se, na primeira adolescência, são os hormônios que ditam o ritmo, parece que agora são os primeiros sinais de limitação, da visão, da circulação, da emoção. Antes, a busca por mais amigos é um desejo desenfreado, agora, o filtro das relações parece, a cada dia, deixar de fora muita gente boa. O sentimento de poder é bombardeado pela fraqueza, e essa me convida a buscar fortaleza naquilo que antes seria desprezado. Pequenas coisas, pequenos passos, pequenos grupos. A dor maior é a da perda. Perde-se muito, dos cabelos aos amigos; das certezas às razões; do equilíbrio...

Lâmpadas acesas

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"Só uma coisa importa: vivei à altura do Evangelho de Cristo"  (Filipenses 1, 27a)