Volto a escrever sobre o tempo . Tão precioso que não deve ser desperdiçado, dizem alguns. Pelo contrário, deve ser perseguido, dirão outros. Tão forte que pode até escravizar, mas pode ser também um grande mestre. Lembro-me dos contos da antiga catequese, onde um deles dizia que um menino foi perguntado sobre o que faria se soubesse que em pouco tempo iria morrer. E a resposta da meninada era: "Vou correr prá igreja para rezar". E a surpresa vinha quando o contador de histórias nos revelava a resposta edificante do menino: "Eu vou continuar brincando, fazendo o de sempre!" Para nosso espanto, como poderia agir assim? As histórias se repetem ou se complementam? A histórias retratam a vida ou a vida imita os contos? Em minha atual missão, vivo entre "meninos" que a cada dia contam o tempo de maneira diferente da nossa. Eles sabem que esse nosso tempo está se encurtando a cada dia, mas nem por isso deixam de fazer o de sempre! Vivem a tranquili...
A vida é feita de ciclos, do nascer ao morrer, passando pelo palco da vida, vivemos e revivemos a cada instante. Quanta coisa se repete, sendo uma novidade cotidiana. Assim é a vida, assim vivemos! A alegria que sentimos diante de momentos são repetições da felicidade que buscamos, sonhamos e um dia alcançaremos. A dor sentida, muitas vezes dói, sem dó nem piedade... mas, também é cíclica, ou seja, vai passar. Sentimentos vão e voltam, pessoas vão e esperamos que sempre voltem, a esperança... ah, essa deve ser a última a morrer. A fé cristã também é celebrada em ciclos. O ápice deste ciclo é celebrado como um novo dia! É a Páscoa da Ressurreição. A cada ano os cristãos celebram a morte de Cristo não por celebrar a morte, mas por contemplar o ocaso de um dia para ver nascer o novo. O novo, aí está o segredo! A espera do novo, do porvir, nutre a fraqueza, fortalece na ausência e faz com que se enxergue através da escuridão. Ainda somos fr...
Com o passar do tempo vou descobrindo o que significa o preço de uma escolha. Longe da maturidade, mas com os pés assentados na realidade, vou colhendo os frutos das decisões, algumas livres, outras nem tanto. A cadeia que nos envolve a todos, nos faz corresponsáveis em nosso agir, sobretudo se agimos em favor ou em nome de outros. Decidir é muito mais do que excluir uma opção para abraçar a outra. Decide-se com responsabilidade quando se leva em consideração não somente o sujeito que escolhe, mas a todos os envolvidos na escolha. O simples fato de dizer sim ou não assume conotações graves, pois no sim ou no não estão embutidos anseios e descréditos. Era muito mais fácil escolher nos tempos da ingenuidade. Porém entre liberdade e condicionamentos, o peso maior deve estar na capacidade de viver o direito de decidir. A escolha por cultivar expectativas alheias é uma eterna escravidão, pois de forma voraz, sempre exigirão mais. Enganar-se acreditando qu...
Homenagem merecida, são excelentes companhias!
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