Com o mínimo de grego que estudei em meus tempos de seminário, aprendi que a palavra diálogo significa através da palavra. E é através da palavra que nos distinguimos dos demais animais na comunicação. Palavras “bem-ditas”, palavras “mal-ditas”, todas elas vão e não há mais como segurá-las ou assegurar-se do sentido que elas tomarão. Para viver juntos, entre amantes ou amigos, entre pais e filhos ou entre irmãos; seja lá com quem somos desafiados a construir relação, o diálogo é essencial. Ainda que sobre lugar para o silêncio, o sorriso, o abraço ou o afago, não se pode dispensar o diálogo. É através da palavra que alimentamos a roda viva de nossas relações. Falar sobre isso, ou entender o que essas linhas acima estão dizendo já não é fácil. Porém muito mais difícil é exercitar a arte do diálogo. Talvez porque para dialogar é preciso estar no mesmo lugar. Não no mesmo espaço, na mesma sala, por exemplo, mas no mesmo lugar existencial. Deixa eu dizer de outra maneira: Para dia...
Na falta de chuva, temos que dar o nosso jeitinho brasileiro. Hoje fui regar o jardim. Aqui a chuva já não nos visita com generosidade por volta dos três meses. A secura toma conta de tudo, do ar, da terra, dos corpos, das mentes. É claro que diante disso uma porta se abre para o mirante. Na vida não parece ser diferente, há tempos de chuvas e de secas, de flores e de frutos, da abundância do verde e dos galhos secos. Na falta de chuva, tenho que dar o meu jeito... o que não posso é deixar morrer. A foto é de hoje cedo, um presente de frescor em tempos de secura.
A experiência de “lockdown” não tem sido solitária, ao contrário, somos acompanhados por multidões ao redor do mundo. Através das nossas telas vimos o Papa Francisco que, com gestos e voz profética, falou para ao vazio mais cheio que se pôde testemunhar: " A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades." . A tempestade de que ele fala é uma pandemia que já era anunciada e até esperada. Não se sabia quando, mas era certo que um dia chegaria. A ciência previa, mas não escutamos e nem nos precavemos. Era mais importante seguir com a ordem do dia, seja na economia, na política ou nas relações sociais. Os compromissos e agendas fizeram com que se corresse, sempre mais, atrás do prejuízo. Foi então que a vulnerabilidade se apresentou mais forte do que o poder fazer ou decidir. Surge o momento em que já não se sabe mais ...
Todo ser que respira louve ao SENHOR... Aleluia! ;)
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