Há pouco tempo ouvi um conto sobre dois vizinhos, amigos de outrora que se tornaram inimigos. Viviam separados por um rio, que na verdade nunca fora dificuldade para que convivessem ou celebrassem as vitórias e alegrias. O rio que separava as suas propriedades nunca fora motivo para que se distanciassem e não se apoiassem nas derrotas e tristezas. Mas, em se tratando de ser humano, tudo é possível. Por uma palavra mal dita, uma ação incompreendida, um silêncio reprovador, seja lá o que for, somos capazes de criar muros intransponíveis. Assim aconteceu com nossos amigos deste conto. Já não se permitiam mais a comunicação aberta, já não queriam mais a presença, já não somavam mais cumplicidade. O rio que, desde a infância de ambos, era fonte de diversão, essencial para alimentação, inspiração para o repouso, agora era o obstáculo quase perfeito. Podia impedir que o seu contrário chegasse ao outro lado. Quase perfeito, pois ainda permitia que se olhasse, que buscasse...
Hoje cheguei ao Mirante. Revisei algumas fotos, comentários e textos. Constatei que havia me esquecido de algo... Havia me esquecido de tirar um tempo para cruzar a porta entreaberta e olhar com a alma aquilo que é próprio da vida. A foto foi feita em Santa Cruz Cabrália-BA... já faz algum tempo.
Quando não tiver o que dizer, escute. Quando as palavras são insuficientes, sinta. Quando o ar parecer faltar, insista, sempre e com mais força. Quando a visão ficar embaçada, deixe as lágrimas correrem. Quando houver silêncio, silencie; Quando houver barulho, silencie; Quando lhe sufocarem, grite, grite mais alto, berre! Quando parecer ter acabado, espere... Quando sorrirem, sorria; Quando chorarem, abrace; Quando precisarem, seja! Em cada momento, confie e agradeça. (Em Roma )
Todo ser que respira louve ao SENHOR... Aleluia! ;)
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