A nova era prevista para encaixar-se no calendário festivo dos anos 2000/2001 parece ter sido agendada para outro momento. O novo mundo está em trabalho de parto e vai nascer. Finalmente Chronos estaria deixando espaço para Kairós . Este primeiro, preso ao desejo de estabilidade, prefere devorar os seus filho, segunda a mitologia grega, para manter o seu status. Dito de outra forma, manter tudo como está. Porém, uma reedição de algo do passado chega para marcar o futuro. Uma pandemia golpeia a humanidade como em outros tempos e nos oferece a oportunidade de recomeçar, sem os condicionamentos e correrias impostas pelas agendas ou relógios. O tempo oportuno ou kairológico vem como uma pausa necessária para a reorganização e o pensar diferente. As incertezas são companheiras da ansiedade. O não poder cumprir com os planos ou sonhos programados causa a terrível sensação de vazio. Isso, talvez, porque colocamos nossa confiança nos projetos e compromissos. O novo está acont...
Não sei para onde olhar, se para as flores ao entardecer ou para a porta escura ao fundo... Se paro nas flores, posso me iludir achando que a vida será sempre assim, colorida, ensolarada, cheia de força. Se me fixo na porta ao fundo, nas sombras, no vazio, perco a oportunidade de alegrar-me com a simplicidade bela que cada dia nos oferece. Mas a muralha é grande e de pedras. As flores são só flores e beleza. Não sei para onde olhar, se para as flores ao entardecer ou para a porta escura ao fundo...
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