Os dias passam e corremos atrás do tempo, tempo para fazer, tempo para dialogar, tempo para contemplar. Já faz tempo que quero escrever, mas o tempo corre e leva a mente para tantas outras coisas do cotidiano. De fato há um tempo para tudo debaixo do céu. Inicio esse ano com uma pequena postagem. Um sinal de fé! Quando muitas coisas nos faltam, entre elas as palavras ou o próprio tempo, ainda nos resta a fé. A foto é de uma família no Santuário de Aparecida.
Quem não conhece o mar , que me desculpe. Mas poucas coisas são tão relaxantes quanto caminhar a beira mar, ouvindo o ruído das ondas quebrando, o vento no rosto, o cheiro úmido, o gosto salgado, a maresia, a areia fina sob os pés. Escrevo isso longe do mar. Estou em Belo Horizonte , capital mineira. Escrevo isso como um gesto de saudade. Não sei se do mar, se das ondas, do vento ou da maresia. Talvez saudade da liberdade que tudo isso inspira. Mas o que é liberdade se não a capacidade de entregar-se? Quanto tempo levou para me aproximar do MIRANTE? Quanto tempo levou para olhar o que está a minha volta? Quanto tempo levou para cruzar a porta entreaberta e ser visto? Deve ter sido o tempo da liberdade ... o tempo da saudade! A liberdade de caminhar com dignidade sem nada dever. A liberdade de sonhar como se ninguém antes tivesse sonhado. A liberdade de dizer sim, mesmo achando que deveria dizer não. A saudade de um tempo inconseqüente , se é que isso existiu ...
A vida é feita de ciclos, do nascer ao morrer, passando pelo palco da vida, vivemos e revivemos a cada instante. Quanta coisa se repete, sendo uma novidade cotidiana. Assim é a vida, assim vivemos! A alegria que sentimos diante de momentos são repetições da felicidade que buscamos, sonhamos e um dia alcançaremos. A dor sentida, muitas vezes dói, sem dó nem piedade... mas, também é cíclica, ou seja, vai passar. Sentimentos vão e voltam, pessoas vão e esperamos que sempre voltem, a esperança... ah, essa deve ser a última a morrer. A fé cristã também é celebrada em ciclos. O ápice deste ciclo é celebrado como um novo dia! É a Páscoa da Ressurreição. A cada ano os cristãos celebram a morte de Cristo não por celebrar a morte, mas por contemplar o ocaso de um dia para ver nascer o novo. O novo, aí está o segredo! A espera do novo, do porvir, nutre a fraqueza, fortalece na ausência e faz com que se enxergue através da escuridão. Ainda somos fr...
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