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Quando o silêncio acontece

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Depois de uma semana de trabalho, uma noite de descanso.  Sexta-feira em Belo Horizonte.

Estrada da vida

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Há muito, desejo escrever sobre a morte, mas eu me contive em todo esse tempo. Nestes últimos dias, a morte de um ex-companheiro de seminário me fez voltar a esse tema. Desta vez, não me senti sozinho, mas acompanhado por mais alguns ex-companheiros que não nos víamos (ou não nos vemos) há uns 10, 13, 15 anos! Um acidente fatal levou a vida de um de nós. A notícia da tragédia correu rapidamente pela rede de contatos que foi sendo formada. Uma busca desenfreada por transmitir ao outro distante, incomunicável, quase esquecido companheiro o acontecido. A notícia da tragédia começou a correr rapidamente pela rede de contatos que já se fazia urgente construir. Era a busca desenfreada por notícias do outro, daquele companheiro do qual há muito não sabíamos nada. A notícia do acidente fatal parecia uma desculpa singela para ligar, escrever, buscar quem estava longe, só para saber como ele estaria. A morte realmente mexe com todos. Como o nascer, o morrer é uma experiência ge...

Contemplemos o novo dia

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A força de uma novidade deve ser a de uma nova possibilidade. O impacto do novo em nossas vidas deve sempre trazer a esperança de poder construir, fazer, viver... com a energia de quem está diante do inesperado e, muitas vezes, inusitado. Acumulamos experiências, mas não acumulamos fórmulas exatas que nos dirão o resultado daquilo que nos surpreende. Ah! Como é bom ser surpreendido! Um novo ciclo se inicia e novos desafios já se enfileiram para desfilar diante de nós. Pois que venham! Peço a graça de estar atento a cada um, não mais que isso. Que venham os desafios, as batalhas, as lágrimas, o sorriso farto, a convivência fraterna e até mesmo o vazio, apelando para ser preenchido. Que venham todos aqueles que desejam fazer mutirão para juntos fazermos a diferença. A porta está mais que aberta, contemplemos o novo dia.

A visão que temos

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Os dias de chuva podem até ser deprimentes, mas trazem em si uma possibilidade, a de voltarmos para nós mesmo, dentro da casa interior. Adriana Calcanhoto afirma que cariocas não gostam de dias nublados, e ela tem razão. Talvez por que esses dias nos prendam a casa, e nos levem aos pensamentos. Sexta, sábado, domingo, segunda... haja chuva! Haja tempo para olhar o mundo e a nós mesmos. A visão que temos do mundo vai mudando a medida em que amadurecemos. A visão que temos do mundo vai mudando na mesma intensidade que muda a visão que temos diante do espelho. Engana-se quem não enxerga as mudanças, do mundo e no espelho.  Ainda bem que a " visão que temos"  esteja  em mudança. Aquilo  que antes era fundamental, agora passa a ser supérfluo. O que era absoluto, vai aos poucos relativizando-se. O que era único pode tornar-se mais um. As coisas mudam e continuam sendo algo para nós. Nós mudamos para continuar sendo os mesmos. No fundo nos deparamos c...

A visão que temos.

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Os dias de chuva podem até ser deprimentes, mas trazem em si uma possibilidade, a de voltarmos para nós mesmo, dentro da casa interior. Adriana Calcanhoto afirma que cariocas não gostam de dias nublados, e ela tem razão. Talvez por que esses dias nos prendam a casa, e nos levem aos pensamentos. Sexta, sábado, domingo, segunda... haja chuva! Haja tempo para olhar o mundo e a nós mesmos. A visão que temos do mundo vai mudando na medida em que amadurecemos. A visão que temos do mundo vai mudando na mesma intensidade que muda a visão que temos diante do espelho. Engana-se quem não enxerga as mudanças, do mundo e no espelho.  Ainda bem que a " visão que temos"  esteja em mudança. Aquilo que antes era fundamental, agora passa ser supérfluo. O que era absoluto, vai aos poucos relativizando-se. O que era único pode tornar-se mais um. As coisas mudam e continuam sendo algo para nós. Nós mudamos para continuar sendo os mesmos. No fundo nos deparamos com a barr...

A espera do amanhã

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Que saudades do tempo em que eu tinha tempo. Do tempo em que era fácil dizer alguma coisa, do tempo em que o olhar despretencioso podia contemplar. Que saudades do tempo em que podia dar um tempo... para a vida, para os amigos e amigas, para mim mesmo. A vida muda e nós mudamos com ela. Mudamos para continuar sendo os mesmos! Deus permita que o tempo seja generoso, permitindo usá-lo, abusá-lo e desfrutá-lo quando formos novamente o senhor dele. Muitas vezes somos só escravos, do tempo e do espaço, das horas em viagem,  das horas em reuniões, frutíferas ou inúteis; das horas no escritório, diante do computador, entre papéis. Mas há o tempo da esperança, ainda que distante. Há o lugar do ainda não, mas que corremos ao encontro. Tudo bem, sabemos que a vida se desenrola no hoje. Mas não nos proíba de sentir saudades... não nos impeça de esperar o amanhã. A foto é de um momento de rara beleza, em poucos minutos. O tempo suficiente para o dia despedir-se, no Mar ...

Azul

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Ponte sobre o Rio Tejo, Lisboa - Portugal